Neste seu artigo para o jornal "Público" o professor e escritor pretende chamar a atenção para o uso, nem sempre benéfico, de suportes multimédia.
Nos últimos anos tornou-se essencial que qualquer tipo de apresentação em público seja acompanhada por uma ferramenta tecnológica de forma a que exista mais dinâmica e que a audência possa ser cativada constantemente. No entanto, tal como o exemplo que o autor fornece neste artigo, este acompanhamento nem sempre é necessário, podendo mesmo tornar-se repetitivo e aborrecido.
Neste caso, falávamos de uma conferência onde após o orador ter exposto as suas ideias, e consoante a temática, mostrava imagens ilustrativas um tanto ao quanto previsíveis para corroborar a ideia exposta. Esta "praga" é uma prática corrente na maioria dos encontros que envolvam um orador e uma audiência.
Na sua opinião, Prado Coelho defendia que a comunicação deve ser levada a cabo de forma simples para que se estabeleça uma maior cumplicidade com quem nos ouve ou lê, e para atingir esse objectivo devemos criar as condições exactas, encontrando a melhor forma de fazer chegar a mensagem ao seu destinatário.
Portanto, temos assim uma prova de que a tecnologia, ao contrário do que possamos pensar, pode por vezes não representar tanta importância nas nossas actividades, podendo até prejudicar-nos, tomemos como exemplo a forma cativante com que os oradores da Grécia Antiga transmitiam as suas ideias sem precisar de recorrer a qualquer outro suporte que não a retórica.
Logout, CMR


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