O título da obra do americano Steve Johnson, "Tudo o que é mau faz bem" na tradução portuguesa, desperta à partida a nossa atenção de uma forma especial pelas palavras antónimas que o compõem. O autor encarrega-se de mostrar aos seus leitores o reverso da moeda naquilo que diz respeito às novas formas de comunicação. Dando especial enfoque aos video jogos e não esquecendo de referir os aspectos negativos que estes reconhecidamente arrastam consigo, Johnson prefere ter uma visão optimista. Afinal, não é assim tão prejudicial para a vida de uma criança ou adolescente passar horas por dia em frente de um ecrã, onde toda a sua atenção está focada num qualquer jogo que envolva futebol, violência, corridas de carros ou qualquer outra temática. Bem pelo contrário. Afinal tudo isto pode tornar os jovens mais inteligentes, atribuir-lhes uma maior capacidade na tomada de decisões, ajudar largamente no seu desenvolvimento cognitivo e contrariamente a tudo o que se possa pensar não é um factor assim tão grave de isolamento social. Numa comparação um tanto ou quanto singular, o autor afirma que chega mesmo a ser mais saudável do que ler um livro, pois a leitura é um acto que praticamos sózinhos enquanto que jogar além de o podermos fazer com mais do que uma pessoa, ainda nos insere num grupo social com quem partilhamos o gosto por este género de entretenimento, seja na escola ou até mesmo no trabalho.
Johnson defende assim que a sociedade contemporânea deve atenuar a desvalorização técnologica, quebrando com os juízos de valor pré-defenidos que dizem que hoje em dia esta é essencial mas prejudica a nossa saúde física e intelectual. A humanidade deve acompanhar a tendência natural para a qual a sociedade caminha a passos largos e abrir-se assim para as novas experiências que nos deixarão ver mais além.
A ser totalmente verdade, a forma de pensar do autor alivia as nossa preocupações mas estamos certos de que como em tudo na vida quando fazemos algo na medida certa, isso nunca é prejudicial.
Quanto às nossas crianças que vivem nesta escola cada vez mais digital, têm agora mais uma desculpa para passar mais algum do seu tempo em frente do ecrã.
Logout, CMR.

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